Fazer coisas más é ruim. Mas algumas vezes é pior fazer as coisas mal. Esse é a dificuldade da política catalã: coisas ruins e mal feitas. Em novas situações, ele teria chegado ao encerramento do caminho. Aqui, resta ainda um agradável tempo de delírio.
Embora o procés pra independência, ou a soberania, ou quarto e meio, está falecido, continua viva a farsa, que foi o teu caldo de cultura. A gestão da coisa pública pela Catalunha, um dos grandes vetores famosos da Transição espanhola (tenha em mente de Llibertat, amnistia i francês dautonomia), continuará caindo até não se entende onde. Quando falamos de coisas ruins não nos referimos ao independentismo, tão legítimo como, apesar das enormes obstáculos regulamentares, constitucional. O defeito é confundir o sonho com a realidade. E o pior é tentar encaixar o sonho em realidade. Ocorreram várias coisas lamentáveis pela Catalunha ao longo dos últimos anos.
A mais perniciosa e hilariante foi a proclamação de vitória por divisão de Artur Mas, em vinte e sete de setembro do ano passado. Quis fazer uma maioria relativa de coalizão Junts pel Sim por um sim em um pseudoreferéndum sobre a independência. Posteriormente, caiu Mais, se lançou mão do presidente da câmara de Girona, se chegou a um pacto de investidura com a CUP e prometeu uma legislatura estável de 18 meses, que culminaria com a proclamação do Estado soberano catalão. É muito pouco possível que a legislatura vá durar tanto quanto um ano e meio. O presidente Puigdemont reclama a segurança do Parlamento em setembro.
Sabe que não podes prosseguir. Outra coisa é que siga, e não criam que este opinador se contradiz: a lógica é de pouca utilidade pra circunstâncias psicóticas. A CUP, um grupo e o compromisso que recolhe a herança do romantismo do século xix catalão, na sua vertente libertária, é apontada como culpada.
Os artistas antecipadamente populares como ” União e Esquerra Republicana se sentem enganados, pelo motivo de a CUP rejeita o orçamento e, contra o assinado o pacto de legislatura, a votação perto ao PP, Local e PSC. Vá. Que uma pessoa se lembre, foi o portanto líder da CUP, Antonio casas de Banho, o único dirigente independentista que reconheceu a falta de uma maioria bastante por quota do sim.
- TLC com o México (assinado abril de 2011 e vigência fevereiro de 2012)
- 3 Kennison State University
- 3 A incerteza do modo de geração escravista
- 2 Investimentos e financiamento
- I, Too, Am Harvard
- um Sou Testemunha
A CUP levantou exigências maximalistas que os Junqueras e companhia aceitaram, sabendo que não poderiam cumprir. O caso, como a todo o momento, era simular. Simular que havia ganhado um referendo inexistente, simular que se dispunha de uma maioria absoluta, simular que o procés era imparável.
Agora se tenta simular que os problemas do procés não são insuperáveis. Dá igual. A cidadania neste momento é consciente de que não vai a local nenhum. O pior reside no prejuízo moral e o prejuízo econômico. Na moral, foi arrebentado princípios como o da legalidade e o da autoridade.
Custará décadas recuperá-los, se as coisas vão bem. No econômico, a prorrogação de um orçamento cujo esquema arranca o mais profundo da queda impossibilita o uso de em torno de mil milhões que o Governo central está em condições de dar.
O atual Governo da Generalitat manterá o gasto social perante mínimos. Trata-Se de um fiasco de proporções colossais. Próxima estação, pois, setembro. Para logo, Na Comú Podem neste momento ter ganho as eleições pela Catalunha e Podemos ter em Portugal mais força do que nesta hora.
Esquerra Republicana terá quase garantida a vitória em novas hipotéticas autonómicas. E é possível que se tenha consolidado a marcha atrás do independentismo oficial e se recupere a velha reclamação do referendo. Ninguém pedirá desculpas por ter confundido as eleições, as de 2015, com um referendo; ninguém solicitar desculpas por ter confundido um não por um sim. Há quem diz que a política catalã deriva para o protofascismo. Não fastidiemos. Deriva pro desastre, que não é o mesmo.
